A cirurgia de próstata (prostatectomia), seja aberta ou robótica, é um dos tratamentos mais eficazes para o câncer de próstata localizado, mas costuma trazer efeitos colaterais temporários importantes: incontinência urinária e disfunção erétil são os mais comuns. Entender o processo de recuperação ajuda o paciente a lidar melhor com essa fase e a buscar o suporte certo no momento certo.

O que esperar logo após a cirurgia

Nos primeiros dias, o paciente costuma usar uma sonda vesical para permitir a cicatrização da região. Após a retirada da sonda, é comum apresentar algum grau de escape urinário, que tende a melhorar progressivamente nas semanas e meses seguintes — principalmente com o apoio da fisioterapia pélvica. A função erétil também costuma ser afetada nesse período, já que a cirurgia pode interferir em estruturas nervosas próximas à próstata.

O papel da fisioterapia pélvica na recuperação

A fisioterapia pélvica é considerada parte essencial do protocolo de reabilitação pós-prostatectomia. Ela atua fortalecendo e reeducando os músculos do assoalho pélvico — que assumem parte do trabalho do esfíncter urinário retirado ou afetado durante a cirurgia —, além de estimular a circulação sanguínea local, o que favorece a recuperação da função erétil. Iniciar o tratamento o quanto antes, idealmente já no período pré-operatório, tende a acelerar os resultados.

Linha do tempo geral da recuperação

  • Primeiras semanas: uso de absorventes ou fraldas geriátricas, início dos exercícios pélvicos orientados;
  • 1 a 3 meses: melhora progressiva da continência com o treinamento pélvico regular;
  • 3 a 6 meses: a maioria dos pacientes que segue o tratamento relata continência significativamente melhor;
  • Função erétil: recuperação mais gradual, podendo se estender por mais tempo, com apoio de laserterapia, ondas de choque e acompanhamento médico.

Você não precisa passar por isso sozinho

Muitos homens enfrentam esse período com vergonha e isolamento, sem saber que existe tratamento estruturado para acelerar a recuperação. Um acompanhamento fisioterapêutico especializado, iniciado logo após a liberação médica, faz diferença real no tempo e na qualidade da recuperação.